Era um domingo à tarde.
As ruas empoeiradas de Roma nunca estiveram tão movimentadas.
O vai-e-vem das pessoas denunciava que algo fora do comum aconteceria
Naquela fatídica tarde de primavera.
O sol brilhante, o céu azul, as nuvens indecisas;ora querendo toldar o sol ora fugindo tocadas por um vento sinistro
Deixavam no ar um que de vazio.
E, apesar do sol brilhante;
Havia uma sensação de frio.
No Coliseu,
Diocreciano e seu séquito
Ávidos por mais um espetáculo,
Sentados com os olhares fitos,
Aguardavam o momento
Quando um dos miseráveis
Caminhava a passos lentos
Os últimos metros para a morte.
Que sorte!!
Os leões da Núbia famintos,
Impulsionados pelos gritos, o rufar dos tambores, as bandeirolas multicores
Que davam ao espétaculo sombrio, triste e saudoso; um ar de festa.
Ninguém contesta!!
É morte
É cruel
É crime
O que interessa?
É festa!!
O morimbundo se aproxima e não sabe da sorte.
Os leões avançam contra o corpo inerte e lhe rasgam as veias.
Silêencio em todo Coliseu.
O instante mais esperado: O morimbundo antes de tombar ao chão e virar presa faz uma saudação ao Cézar:
"AVE, CÉZAR!! O QUE ESTÁ A MORRER TE SAÚDA"
A platéia vai à loucura.
Diocreciano se levanta
E espera.
Espera que o Coliseu se silencie e sem uma palavra, vira o polegar da mão direita para baixo:
Pronto!!
Os leões, finalmente, avançam para o seu trabalho.
E assim dezenas e mais dezenas de vidas
Serviram de pastos às bestas feras!!
(Capítulo 1)
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