Ao primeiro ataque.
O vestido branco se mancha de vermelho.
Vermelho do sangue inocente.
Ela, contariando toda a expectativa, não cai.
Permanece firme.
Apara o sangue ccom uma das mãos; dá as costas a Diocreciano e num geste impoluto;
Atira o sangue para a amplidão dos céus e com toda força dos pulmões!!
Canta: " AVE, CHRISTUS!! MORITURA, TE SALUTO"
O Coliseu naquela tarde entrou em um silêncio de túmulo.
Os olhares voltados para Diocreciano.
A expectativa no sinal do polegar da mão direita
Os leões já de botes armados
Marla Míriam de braços erguidos, aguardava o momento cabal:
Corre a notícia e Roma inteira se alarma, "Uma jovem judia por nome Marla, acaba de derrotar Cézar"
Decepcionado?
Não.
Não acho.
Talvez com inveja;
Passa por entre a multidão, sem olhar para trás.
Desce as escadas,calado, olhar preso no chão e deixa o Coliseu.
Marla Míriam começa a louvar a Deus
Os leões famintos, grunindo e ragendo os dentos voltam às grades.
Naquele tarde;
Cristianismo um a zero
E assim
Marla Míriam entra para história
A menina do Coliseu.
Poema escrito por
(Jalon Leal)
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